Notícias

Análises

14 de fevereiro de 2011

Ghost Trick: Phantom Detective

Imagine-se morrer e acordar com a forma de uma chama azul, sem qualquer memória do que acabou de acontecer, mas contemplar o cenário da sua própria morte. É isto o que acontece a Sissel no início de Ghost Trick. Iluminado por Ray of Light, um misterioso espírito, Sissel descobre que é dotado de um extraordinário "poder dos mortos", que lhe permite viajar para 4 minutos antes da morte de alguém e, assim, tentar alterar o seu destino. No entanto, Sissel tem apenas essa noite para resolver o mistério da sua identidade pois, ao amanhecer, deixará de existir.
Ghost Trick é o novo jogo dos criadores da série Ace Attorney. Embora seja algo completamente original, os fãs da série de advogados irão encontrar bastantes pormenores familiares, desde a estrutura do jogo ao estilo da banda sonora e até à forma como o enredo é desenvolvido. Tudo excelentes aspectos para herdar da outra série, sem dúvida. Já completamente distinta é a forma de jogar, bem como o fantástico estilo artístico escolhido. Quer seja o desenho e animação dos personagens, ou o detalhe dado à criação dos cenários, todos os aspectos contribuem para um visual único e inconfundível. Cada personagem do jogo tem um nível de detalhe excelente – os desenhos e animações marcam na perfeição os traços de cada personalidade, o que dá uma grande vida a este jogo.
Enquanto alma, Sissel tem a capacidade de viajar de objecto em objecto através mundo fantasma, podendo interagir com estes e, assim, afectar o mundo dos vivos e até abrir novos caminhos. Ao longo da sua jornada, Sissel cruza-se com uma série de mortes que vão ocorrendo nessa noite, e compete-lhe utilizar os seus poderes para regressar aos últimos 4 minutos de vida de quem faleceu, de forma a alterar o seu destino. Aí se encontra o verdadeiro desafio dos puzzles deste jogo, analisar esse curto espaço de tempo e descobrir de que forma se consegue evitar mais uma morte. Muitas vezes, não basta descobrir a sequência de acções a tomar, mas também o momento correcto em que estas devem ser feitas. Felizmente, a alma da própria vítima acompanha Sissel nesta viagem e vai oferecendo algumas dicas úteis, sempre sem revelar demasiado. São puzzles bastante inteligentes e lógicos, mas irá ocorrer algumas vezes um processo de tentativa-erro na sua resolução, enquanto se experimenta o impacto de diferentes acções no decorrer da sequência.


Não há que enganar: Ghost Trick é um jogo excelente. O enredo absorve o jogador até ao final, com os seus mistérios, reviravoltas e surpreendentes revelações. Os personagens são fantásticos e ficam guardados na memória pelas suas personalidades vincadas. Uma boa dose de drama, suspense e humor, puzzles inteligentes e um estilo artístico fantástico resumem aquilo que tem tudo para ser mais um dos jogos de culto na Nintendo DS.

Ler Mais >

9 de fevereiro de 2011

Nintendo 3DS em português, jogos de lançamento revelados

A página oficial da Nintendo 3DS em Portugal confirmou o anúncio de que a consola será localizada em português e que o mesmo acontecerá com videojogos da 3DS. Segundo o site, "A Nintendo 3DS estará localizada para oito mercados europeus e, pela primeira vez, Portugal será um deles. Todos os menus, funções e aplicações pré-instaladas, onde se incluem três câmaras, uma ferramenta de criação de personagens Mii (Editor Mii), um jogo de “caça às caras” (Face Raiders), um registo de atividade física, um navegador de Internet e um inovador sistema de troca de dados entre utilizadores, podem agora ser usados totalmente em português."

No dia 25 de Março de 2011, juntamente com a consola, serão lançados no mercado 13 jogos diferentes, entre os quais se destacam os seguintes:

Super Street Fighter IV 3D Edition
O popular fighter da Capcom, aqui distribuído pela Nintendo, chega até nós numa especial e exclusiva edição em 3D que, além do grafismo impressionante ao nível das consolas domésticas, explora todas as características que a 3DS tem para oferecer. Com modos de batalha online e através da ligação StreetPass, SSFIV3D poderá tornar-se um fenómeno de popularidade nesta consola!

nintendogs + cats
Em 3 edições distintas, os famosos cães da Nintendo DS estão de volta e, desta vez, acompanhados por gatos! Mais um jogo que dará um excelente uso ao StreetPass, simulando no jogo o passeio que o jogador fez na vida real com a consola, ao passar por outros donos de um "nintendog". Com mais realismo nas acções dos animais, utilização da câmara para reconhecimento do dono e até um modo em realidade aumentada, o difícil será escolher entre as versões Golden Retriever, Bulldog Francês e Caniche Toy. Este jogo estará disponível em português.

Pilotwings Resort
Um clássico da Super Nintendo encontra-se com Wii Sports Resort e o resultado é este simulador de voo em torno da Wuhu Island. É o primeiro jogo da 3DS a utilizar os personagens Mii da consola e permite controlar diferentes veículos aéreos em 40 missões ou modo livre de voo pela ilha.

PES 2011 3D – Pro Evolution Soccer
Os amantes de futebol ficarão mais próximos dos seus jogadores favoritos nesta versão 3D de PES 2011, onde poderão ver o relvado com uma verdadeira sensação de profundidade e distância, permitindo calcular melhor as suas jogadas. Nada como ver e rever um golo bem marcado... e a três dimensões!

Segue-se uma lista dos restantes jogos que estarão disponíveis na data de lançamento:
  • Os Sims 3
  • Super Monkey Ball 3D
  • LEGO Star Wars III – The Clone Wars
  • Samurai Warriors: Chronicles
  • Tom Clancy's Splinter Cell 3D
  • Tom Clancy's Ghost Recon: Shadow Wars 
  • Rayman 3D
  • Asphalt 3D
  • Ridge Racer 3D
Ler Mais >

3 de fevereiro de 2011

Golden Sun: Dark Dawn

7 anos de espera marcaram o lançamento do terceiro título da saga Golden Sun. Com o legado dos jogos da série na Gameboy Advance, não só os melhores RPGs mas também dos melhores jogos que a consola alguma vez teve, foi de estranhar a demora em lançar-se um para a DS. Felizmente, houve da parte da equipa de desenvolvimento (Camelot) um grande cuidado em enquadrar a história para quem tivesse este como primeiro jogo da série, apesar de se tratar de uma sequela directa da saga original.
Para quem não conhece a série, este é um óptimo jogo de introdução. Golden Sun é um RPG que mistura de forma única elementos de jogos como Dragon Quest ou Final Fantasy, Zelda e Pokémon. O universo deste jogo é baseado em quatro elementos que formam os princípios da Alquimia: Terra (Vénus), Fogo (Marte), Água (Mercúrio) e Vento (Júpiter). Algumas pessoas (conhecidas por "Adepts") têm poderes mágicos associados a estes elementos e conseguem usá-los em batalha ou no terreno, manipulando objectos para ultrapassar obstáculos ou decifrar enigmas. Os princípios do jogo são bastante simples, mas toda a mitologia em redor consegue ser complexa. Por isso mesmo, o jogo certifica-se que esta nunca se torna confusa e inclui uma enciclopédia, que pode ser consultada a qualquer momento – até durante as falas dos personagens, quando algum nome aparece destacado, como se fosse um link da internet.
A exploração do mundo é feita através do ecrã táctil e/ou os botões da consola, conforme o estilo mais conveniente para cada um. Embora o mapa do mundo não seja particularmente interessante a nível gráfico, os cenários das localidades a explorar são fantásticos (superando até o que se viu em Dragon Quest IX), graças à combinação de cenários 3D com texturas baseadas em sprites fiéis ao estilo já usado na GBA. Já nas batalhas, os cenários são apenas imagens pré-renderizadas, mas é impressionante a fluidez com que os modelos 3D se movem e toda a animação dos ataques e summons. É difícil categorizar como um todo o grafismo deste jogo: muitas vezes fica aquém de algumas obras-primas na DS mas, por vezes, consegue deslumbrar e marcar aquilo de que a consola foi capaz.
O sistema de batalhas é dos mais interessantes que há em RPGs clássicos. Cada personagem tem as suas próprias forças e fraquezas, que aumentam de acordo com a experiência obtida em batalhas. Conforme a sua classe, pode utilizar diferentes magias associadas a elementos, que serão mais ou menos eficazes conforme os elementos dos monstros a atacar. Um conjunto de criaturas elementais (conhecidas como "djinni"), que podem ser coleccionadas ao longo da aventura, permite aumentar as estatísticas dos personagens e até alterar as suas classes, conforme se vão combinando elementos. Cada uma destas criaturas pode ser utilizada em batalha, mas o seu estado será alterado, com duas consequências: o personagem perde as forças bónus, mas pode agora recorrer a essa criatura para uma invocação – lançando, assim, ataques bastante poderosos. Ao fim de algum tempo, a criatura estará novamente pronta para aumentar as forças do seu personagem. Este ciclo (que pode ser controlado até antes de se entrar em batalha) permite uma grande variedade de estilos de jogo e cada jogador terá um diferente em que se sentirá mais confortável. É também bastante mais intuitivo na prática do que explicado, sendo acessível a qualquer pessoa que se interesse pelo jogo.
 A história é interessante, embora algo simples e previsível. Quem jogou os anteriores e ansiava para ver o mundo após o "Golden Sun" terá bastantes motivos para se entusiasmar, pois essa foi a maior preocupação da construção deste jogo. No entanto, quem esperava que este fosse uma aventura épica superior à anterior, ou até mesmo a "derradeira" aventura desta saga, poderá ter uma pequena desilusão. Dark Dawn é uma história independente que serve de prelúdio a uma história que fica por contar. Embora épica em si e com eventos importantíssimos para a mitologia deste universo, deixa claro que este ainda não é o "verdadeiro" Golden Sun que o final de "The Lost Age" prometia. Este aspecto consegue ser desconcertante, mas também um incentivo a aguardar uma sequela – especialmente se for para a Nintendo 3DS.


É difícil classificar Golden Sun: Dark Dawn como um jogo obrigatório na Nintendo DS. Enquanto que os jogos anteriores foram realmente dos melhores alguma vez lançados na GBA, Dark Dawn tem uma competição incrível a nível de RPGs na DS. Ainda assim, os amantes do género cometeriam um grande erro ao ignorar este jogo, que é também recomendável aos que são pouco experientes em RPGs: a grande componente de puzzles ao estilo Zelda e a vertente de exploração são bastante apelativas e fazem deste um jogo acessível aos apreciadores de outros géneros.
Ler Mais >