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14 de dezembro de 2011

Solatorobo Red the Hunter


A DS sempre foi conhecida por todas as suas surpresas, por toda uma série de jogos que, embora desenvolvidos por fortes equipas, são sempre apostas de risco que poderão acabar ignorados ou esquecidos, resultando em fracas vendas. Solatorobo é uma dessas apostas, mesmo após a 3DS estar no mercado. Embora seja da Bandai, o jogo foi distribuído na europa pela própria Nintendo.


Este desconhecido jogo conta com nomes fortes como a equipa de animação "Madhouse" (Death Note, Trigun) e personagens desenvolvidas por Noboteru Yūki (Seiken Densetsu 3, Chrono Cross), com a animação de abertura da autoria de Yoshiki Yamakawa e desenho dos robôs por Yoshitake Taniguchi. Tudo isto seguro nas mãos de CyberConnect 2, uma forte equipa já responsável por diversos jogos relacionados com o universo da animação japonesa. Desta junção surgem visuais e sequências deslumbrantes, usando bem recursos bastante simples. Tem tudo para dar uma boa série de animação sem nunca perder o ritmo.


O jogo surge como uma sequela espiritual de Tail Concerto, um raro jogo de PlayStation também desenvolvido pela mesma equipa, partilhando apenas personagens e o universo. Este mundo é habitado por caninos e felinos, e nele seguimos a história de Red Savarin, um "Hunter" sempre acompanhado pela sua irmã Chocolat e o seu robô Dahak, sempre à procura de novas missões, sendo numa dessas que conhecem a misteriosa personagem Elh, que lhes muda a vida para sempre. A jogabilidade é bastante simples: usando Dahak, temos (inicialmente) apenas as acções de saltar e agarrar, pegando em inimigos e objectos e atirando-os, existindo apenas alguns momentos em que controlamos apenas Red. 


Surgem ainda elementos de RPG através da costumização de Dahak, um mini jogo de corridas com multijogador e ainda missões recebidas via download. Embora numa jogabilidade tri-dimensional, o jogo é maioritariamente colocado em cenários pré-renderizados, todos eles excelentes em muito bem animados. São poucas as sequências de vídeo, surgindo na maioria sequências usando sprites e modelos 3d detalhados, sendo tão ou mais impressionantes que a introdução em animação. Tudo isto sempre acompanhado por uma boa banda sonora.


A história surge como o ponto mais forte do jogo, cuja narrativa nos cativa sempre que terminamos um capítulo, evitando que este jogo com um sistema com base em missões se torne aborrecido. As personagens, todas elas únicas, são acompanhadas pelas vozes originais, onde os actores japoneses diziam frases em francês, o que ajuda muito ao espírito do jogo. 
Pequena nota: embora se trate de um jogo de Nintendo DS, o jogo controla-se melhor na 3DS, pois o Circle Pad é mais confortável para o controlo de jogo (embora este mantenha as 8 direcções do D-Pad).