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Análises

23 de agosto de 2010

Face Pilot (DSiWare)

"Face Pilot: Fly With Your Nintendo DSi Camera!" é o título completo deste pequeno simulador de voo em asa delta. Muito ao estilo de jogos como Pilotwings, este jogo é composto por diversas áreas onde existem diversas tarefas a cumprir (como apanhar um certo número de balões vermelhos, o tipo de missão mais comum) antes de alcançar a meta final. Para o fazer, o jogador terá de controlar a asa delta através da câmara incorporada na Nintendo DSi.

Existem dois métodos de controlo possíveis para o movimento da asa delta: colocar a DSi num ponto fixo e inclinar a cabeça para os lados, ou permanecer imóvel enquanto se inclina a consola para um lado ou outro. Este segundo modo, além de evitar algumas dores de pescoço, permite um controlo mais preciso. Ainda assim, o jogador dará por si a inclinar tanto a consola como a cabeça quando tiver dificuldades em algumas curvas. O jogo requer alguma habituação até se tornar intuitivo que ligeiros movimentos serão suficientes e que inclinações acentuadas só resultarão em despiste. Mas não é este o maior problema dos controlos, mas sim o facto de ser necessário jogar num ambiente bem iluminado e com bastante contraste em relação ao cenário – caso contrário, a câmara não é capaz de reconhecer a cara do jogador, deixando de se poder jogar. Bastaria um 3º método de controlo (botões e/ou ecrã táctil) para que um problema tão simples tivesse sido resolvido.


O jogo em si é bastante completo. Para além das diferentes arenas, existem várias missões e desafios para completar e ainda alguns desbloqueáveis. Há ainda o pormenor bizarro (embora hilariante) de ser utilizada uma foto do jogador na cara do personagem, apesar deste ter a fisionomia de um Mii (os personagens característicos da Wii). Quem procurar uma experiência de adrenalina deverá afastar-se deste simulador. Face Pilot é um jogo calmo e relaxante que requer movimentos suaves, pelo que seria um jogo ideal para o final do dia se não fossem as restrições de luz impostas pela câmara – O jogo deverá mesmo ser evitado por quem acha que as suas fotos na câmara da DSi costumam sair um pouco escuras. Quando se consegue jogar, Face Pilot oferece uma boa experiência de jogo e justifica os 500 DSi Points.

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10 de agosto de 2010

Rayman (DSiWare)


Rayman já foi uma mascote de sucesso da Ubisoft. Infelizmente, o tempo condenou-o à perda de popularidade e, eventualmente, ao esquecimento. Para a revitalizar, decidiram criar o jogo Rayman: Raving Rabbids, introduzindo uma nova espécie de coelhos loucos, mas adoráveis, como "vilões". Esta foi a última oportunidade do personagem, mas não foi capaz de vencer e sobreviver aos Rabbids: o nome "Rayman" acabou por desaparecer dos novos jogos e dar lugar aos coelhos.

Ao trazer o jogo original "Rayman" para a Nintendo DSi, a Ubisoft tenta oferecer um regresso às origens e glórias do herói sem pernas e braços. Infelizmente, a transição não foi muito feliz. O jogo é mostrado no ecrã superior da consola mas, devido às dimensões do ecrã, o campo de visão é uma espécie de "zoom" em relação ao jogo original. No ecrã inferior, é apresentado um mapa com um maior campo de visão que permite prever a localização de algumas plataformas, mas não a localização de inimigos. É aqui que se encontra o maior problema do jogo: um número frustrante de mortes acidentais por ser impossível prever um ataque inimigo. A jogabilidade é a mesma que se encontra no jogo original, o que salienta a passagem do tempo desde o seu lançamento – os controlos poderiam ter sido um pouco melhorados.


Como novidade, o jogo tira uma foto ao jogador com a câmara da Nintendo DSi em cada ponto onde é gravado o progresso. No entanto, o resto não passa de uma transição directa da versão original com um campo de visão limitado e um mapa praticamente inútil. Embora não seja um mau jogo, evidencia a falta de esforço que houve na sua adaptação. Os mais nostálgicos da série irão certamente apreciar o que Rayman tem para oferecer, mas quem procura simplesmente um bom jogo de plataformas poderá considerar outras alternativas.

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3 de agosto de 2010

Trauma Center: Under the Knife

Lançado em 2005, Trauma Center: Under the Knife rapidamente se tornou num jogo de culto para os possuidores de uma Nintendo DS. Enquanto muitos developers se preocupavam em adaptar os seus jogos tradicionais para o ecrã táctil da consola, a Atlus desenvolveu este inovador jogo de simulação de uma mesa de operações. Ao longo do jogo, a stylus é utilizada como um bisturi, pinça ou seringa, alguns dos utensílios necessários para salvar os pacientes do hospital, vítimas de uma organização bio-terrorista.

Apesar de ser considerado um simulador, não se espere daqui qualquer realismo. Uma das primeiras operações consiste em retirar vidros do braço de uma vítima de acidente de mota, mas rapidamente surgirão doenças completamente fantasiosas para tratar, criadas em laboratório com o objectivo de espalhar o terror. A vantagem da falta de realismo é que o jogo permite falhar algumas vezes antes que a operação seja dada como falhada, mas é essencial prestar atenção aos "sinais vitais" do paciente e ao tempo limite. O médico, Derek Stiles (ainda do tempo em que os trocadilhos com DS pareciam populares), conta com a ajuda de uma assistente para o guiar ao longo da cirurgia, assegurando-o que não troca a ordem correcta dos passos.


Embora o jogo comece bastante simples e acessível, acaba por revelar-se bastante desafiante até ao final da história, acrescentando algumas missões extremamente difíceis no final para quem tivesse achado fácil. O jogo é principalmente um teste à capacidade de reagir sob pressão e requer nervos de aço para evitar a frustração da morte de um paciente – felizmente, há sempre um médico que o salva mesmo a tempo, mas não impede o temido "Game Over". Embora seja um jogo bastante divertido, a frustração dos níveis mais avançados poderá desiludir alguns jogadores que procurem uma experiência mais casual. Já aqueles que gostam de jogos mais desafiantes terão aqui uma boa forma de testar as suas capacidades.

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