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Análises

30 de junho de 2010

Dark Void Zero (DSiWare)


Passados 20 anos, a Capcom decidiu recriar o clássico de 8-bit "Dark Void" (agora com o título "Dark Void Zero") para acompanhar o lançamento de Dark Void para as consolas PS3 e Xbox 360. Pelo menos, esta é a história que tentam vender com este jogo retro cujo principal objectivo era publicitar a sua versão para as consolas HD. Curiosamente, acabou por ser esta a única versão aceite pela crítica, que lhe atribuiu pontuações bastante superiores à da que seria a versão principal. O maior feito deste jogo foi tornar credível a história de que este seria um clássico perdido do tempo das arcadas e consolas de 8-bit, incluindo a necessidade de soprar para o cartucho (através do microfone da DSi) antes de o iniciar.


Dark Void Zero é um jogo de acção onde Rusty irá explorar diferentes cenários criados ao estilo Metroid/Castlevania, munido apenas com a sua arma laser e um jetpack. Em cada cenário, estão escondidos diversos objectos que terão de ser coleccionados para abrir um portal que levará até ao boss, para que se possa então seguir até ao nível seguinte. Infelizmente, há apenas 3 cenários para explorar, sendo possível completar o jogo em menos de uma hora. É aí que entra a tabela de pontuações – nada como tentar obter uma melhor pontuação da próxima vez que se pegar no jogo. Há ainda diferentes níveis de dificuldade à escolha, para quem procurar um maior desafio.

A mecânica de jogo é bastante sólida, sendo bastante fácil controlar o personagem pelo cenário. A inclusão do jetpack como elemento central do jogo é bastante interessante e até refrescante em comparação com muitos jogos do género. Pelo cenário, estão espalhados vários power-ups para a arma de Rusty que permitem ultrapassar diferentes obstáculos necessários para coleccionar todos os itens. O factor nostálgico está sempre presente e qualquer fã de jogos retro se irá deliciar com esta aventura.


Independentemente deste jogo ser realmente uma recriação de um projecto cancelado nos anos 80 ou não, a verdade é que transmite perfeitamente essa sensação. Embora tenha pouca longevidade, a sua estrutura faz com que seja um bom jogo para ter sempre disponível no menu da Nintendo DSi e pegar sempre que apetecer um pouco de acção retro.

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28 de junho de 2010

The Legend of Zelda: Phantom Hourglass


Se há jogos que marcam um ponto de viragem no ciclo de vida de uma consola, este pode ser visto como um dos jogos mais influentes na Nintendo DS. Phantom Hourglass é o primeiro jogo da série Legend of Zelda nesta consola e mostrou de forma exemplar como adaptar uma série tradicional às capacidades e limitações características da DS. Controlado quase exclusivamente através do ecrã táctil e com um grafismo notavelmente superior a qualquer outro jogo DS lançado até à altura, este jogo deu origem a uma vaga de aventuras de alta qualidade com controlos tácteis e gráficos impressionantes, cujo culminar pode agora ser visto em jogos como Dragon Quest IX.


Phantom Hourglass é uma sequela directa do jogo Legend of Zelda: The Wind Waker para a Gamecube e utiliza um estilo artístico cel-shaded bastante fiel ao original. A história, no entanto, é bastante simples e não requer conhecimento de jogos prévios na série: Link parte com os seus amigos piratas em busca de um novo mundo, quando surge um misterioso barco fantasma que transforma a princesa Tetra em pedra e os envia para outra dimensão. Assim começa uma nova aventura, onde Link terá de explorar os mistérios deste universo para salvar a sua amiga, com a ajuda da fada Ciela e do cobarde e ganancioso Linebeck. O seu principal meio de transporte é um barco a vapor que lhe permite deslocar-se entre as diversas ilhas deste mundo dominado por um grande oceano.


Os controlos são baseados quase exclusivamente no ecrã tácil: um toque em qualquer ponto do ecrã fará Link deslocar-se nessa direcção, um toque num inimigo irá fazê-lo atacar com a espada. Link pode ainda equipar os diversos itens que colecciona ao longo da aventura (que podem ser convenientemente chamados com um botão de atalho na consola) como por exemplo um boomerang mágico que segue o caminho desenhado pelo jogador no ecrã. Também o barco a vapor é controlado desta forma, seguindo automaticamente a viagem traçada no mapa ao critério do jogador. O mapa da zona que está a ser explorada é apresentado no ecrã superior mas, a qualquer momento, pode ser chamado ao ecrã táctil para anotar com a stylus a localização de tesouros, pistas para resolver alguns puzzles ou sítios importantes a visitar mais tarde.


Para avançar na aventura, Link terá de explorar diversos templos e masmorras. Embora a dificuldade geral dos puzzles seja um pouco inferior à de jogos anteriores da série, Phantom Hourglass utiliza as diferentes características da consola para criar enigmas verdadeiramente desafiantes e que requerem por vezes um pensamento out-of-the-box para a sua resolução. As próprias batalhas contra os bosses são bastante originais e exploram de forma inteligente o potencial oferecido pelos dois ecrãs da consola. Fora da aventura principal, há ainda um pequeno modo para quatro jogadores (localmente ou através da internet) onde até 3 pessoas competem para coleccionar tesouros enquanto o outro os tenta impedir – simples, e nada mais que um extra para aquilo que só por si é um jogo excelente.


Phantom Hourglass é uma excelente transição da série Legend of Zelda para a Nintendo DS e um jogo obrigatório para qualquer pessoa que goste de jogos de aventura. O seu formato inovador foi tão bem conseguido (apesar de algumas falhas menores que não o prejudicam) que se tornou uma inspiração para jogos posteriores. A sua acessibilidade permite que qualquer pessoa se inicie à série sem dificuldade, mas não impede os "veteranos" de o desfrutar como a qualquer outro Zelda. Sem qualquer dúvida, um dos melhores jogos da Nintendo DS.

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15 de junho de 2010

Nintendo 3DS apresentada na E3


Foi hoje apresentada na E3 a sucessora da Nintendo DS. Com um ecrã panorâmico que permite ver imagens em 3D sem recurso a óculos especiais, a Nintendo 3DS apresenta um grande salto tecnológico em relação à sua antecessora. Entre as novas funcionalidades, destaca-se um slider que permite controlar a intensidade do efeito 3D no ecrã e um "Slide Pad" analógico, assim como a câmara que irá permitir tirar fotos em 3D para ver na consola. No seu interior, esconde-se ainda um sensor de movimento e um giroscópio. As funcionalidades wireless foram melhoradas, permitindo à consola ligar-se a redes wi-fi e outras consolas quando está em sleep mode, para receber updates ou trocar informações entre jogos (como os jogos Dragon Quest IX e Nintendogs permitem fazer na DS). No site oficial da Nintendo, é ainda afirmado que este poderá não ser o aspecto final da consola.


Segue-se uma lista das novas funcionalidades:
  • Dimensões: 13,46 comprimento x 7,37 largura x 2,03 espessura (cm)
  • Peso aproximado: 226,8 gramas
  • Ecrã LCD 3D panorâmico de 3.53'',  resolução de 800x240 (400x240 para cada imagem em 3D)
  • Ecrã LCD táctil de 3.02'', resolução de 320x240
  • Câmara interna (640x480)
  • Duas câmaras externas (640x480) para fotografias 3D
  • Slot para jogos Nintendo 3DS, compatível com jogos Nintendo DS
  • Slot para cartões de memória SD
  • 3D Depth Slider para ajustar a intensidade ou desligar o efeito 3D
  • Interruptor físico para ligar/desligar as funcionalidades wireless
Tipos de input suportados pela consola:
  • Ecrã táctil (stylus extensível até 10 cm)
  • Comando direccional "+", botões frontais A/B/X/Y/Start/Select, botões laterais L/R
  • "Slide Pad" analógico
  • Câmara interna, duas câmaras externas
  • Microfone
  • Sensor de movimento e giroscópio
  • Botão "Home" para aceder às funções do sistema operativo
Foram já anunciados mais de 70 jogos em desenvolvimento para a consola, e Kid Icarus: Uprising foi o jogo de lançamento escolhido para apresentar a consola durante a conferência.


Segue-se a lista completa de jogos anunciados pela Nintendo:
  • Animal Crossing, novo jogo da série de sucesso na Nintendo DS
  • Kid Icarus: Uprising, regresso da série clássica da NES
  • Mario Kart, conduzir e atirar bananas em 3D
  • Nintendogs + Cats, um dos maiores sucessos na DS, agora também com gatos e utilização da câmara
  • Paper Mario, a série em que Mario é um personagem 2D num mundo 3D
  • Pilotwings Resort, simulador de voo na ilha do Wii Sports Resort
  • Starfox 64 3D, remake do clássico da Nintendo 64
Dos jogos desenvolvidos por outras companhias, destacam-se os seguintes títulos:
  • Dead or Alive 3D (Tecmo Koei Games)
  • DJ Hero 3D (Activision)
  • Dragon Quest novo ou spinoff (Square-Enix)
  • Final Fantasy novo ou spinoff (Square-Enix)
  • Hideo Kojima's Metal Gear Solid 3D "The Naked Sample" (Konami)
  • Kingdom Hearts novo (Square-Enix)
  • Ninja Gaiden (Tecmo Koei)
  • Professor Layton and the Mask of Miracles (Level-5)
  • Resident Evil Revelations (Capcom)
  • Ridge Racer (Namco Bandai)
  • Samurai Warriors 3D (Tecmo Koei)
  • Super Street Fighter IV 3D Edition (Capcom)
Lista completa de jogos anunciados aqui. Mais informações sobre a 3DS e os novos jogos no site oficial.


Finalmente, e embora não tenha sido formalmente anunciado, surgiram na página oficial da Nintendo ecrãs daquilo que poderá ser uma adaptação do clássico Legend of Zelda: Ocarina of Time para a 3DS. Até ao momento, não foi conhecida nenhuma posição oficial da Nintendo em relação a estas imagens. Actualização: A Nintendo confirmou o desenvolvimento deste remake para a 3DS!
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