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Análises

31 de maio de 2010

Pokémon Ranger


Geralmente, assim que um spin-off da série principal de Pokémon é anunciado, espera-se um jogo de qualidade medíocre para entreter os miúdos e pouco mais. Pokémon Ranger foi a excepção à regra e uma agradável surpresa. O público-alvo não foge ao esperado, mas isso não impediu a HAL de fazer um produto sólido com grande valor de entretenimento. Como bónus e, de certa forma, factor de venda, este jogo permite transferir um Pokémon exclusivo para as versões Diamond, Pearl e Platinum da série principal: o lendário Manaphy.


Neste jogo, o personagem principal não é um treinador de Pokémon, mas um Ranger que ajuda a população de Fiore em diversas tarefas, que vão desde situações do dia-a-dia a catástrofes naturais. Para cumprir as missões que lhe são atribuídas, o jogador irá contar com a ajuda das criaturas e as suas habilidades para interagir com o mundo e remover obstáculos. Recorrendo à ajuda de um Pokémon, este será libertado, sendo depois necessário capturar novas criaturas para progredir na aventura. Como o herói não é um treinador, não existem batalhas: as capturas são feitas com a stylus da Nintendo DS, desenhando círculos sucessivos à volta do Pokémon. Embora seja uma mecânica forçada para utilizar as capacidades tácteis da consola, foi bem executada e revela-se bastante desafiante, especialmente na captura de bosses.


Graficamente, este jogo supera com facilidade as versões da série principal. Um trabalho notável, especialmente a nível do desenho e animação das criaturas, que nem os mais recentes Pokémon HeartGold e SoulSilver conseguem rivalizar. A nível global, Pokémon Ranger não é um jogo extraordinário, mas consegue ser bastante divertido e entreter até ao final, nunca se tornando repetitivo. Uma oferta sólida que irá agradar até aos mais desconfiados fãs de Pokémon.

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20 de maio de 2010

Sonic Rush Adventure


Numa altura em que é moda criticar os jogos de Sonic pelos seus consecutivos jogos 3D de qualidade questionável, é surpreendente que um jogo como este seja muitas vezes ignorado. Sonic Rush Adventure é a segunda aventura do ouriço azul na Nintendo DS e oferece um sólido jogo de plataformas a duas dimensões.


Tal como o anterior (Sonic Rush), este jogo oferece um conjunto de níveis que utilizam os dois ecrãs da consola e que Sonic terá de percorrer, enquanto se desvia dos mais variados obstáculos e colecciona os tradicionais anéis dourados. Todos os elementos tradicionais estão presentes, sejam loopings, espinhos estrategicamente colocados ou precipícios mortais. A construção dos níveis é excelente, com vários caminhos alternativos e power-ups secretos. Do jogo anterior, mantém-se ainda o estilo gráfico, com elementos 3D misturados no mundo 2D, e a barra de energia que permite Sonic fazer sprints desenfreados pelo cenário, levando até os inimigos à sua frente. Além de Sonic, é ainda possível controlar a personagem Blaze, que se mantém uma personagem muito interessante e cuja jogabilidade foi melhorada em relação ao jogo anterior. Há ainda que salientar as batalhas contra os bosses, que são bastante divertidas e desafiantes.


A principal novidade de Sonic Rush Adventure é o mapa que Sonic terá de explorar para aceder a novos níveis no jogo, utilizando diversos veículos aquáticos. Utilizando a stylus, o jogador desenha no mapa o percurso que pretende explorar, seguindo-se um minijogo em que é possível controlar o veículo. Estes minijogos fazem uma boa quebra da acção principal e, além de serem bastante divertidos, permitem desbloquear alguns níveis secretos. Terminando a aventura principal, há ainda um vasto conjunto de missões especiais para completar nos níveis de plataformas. O único aspecto negativo deste jogo é o seu grande foco na história que, além de ser desinteressante, quebra o ritmo de jogo entre os níveis e minijogos que, de resto, é bastante equilibrado.


O jogo oferece ainda um modo para dois jogadores via wireless local ou através da internet que, embora tenha poucas acções, consegue ser bastante divertido entre adversários experientes e conhecedores dos níveis. Em geral, Sonic Rush Adventure é uma excelente aposta para quem quiser um bom jogo de plataformas na consola e obrigatório para qualquer fã de Sonic. Um jogo bastante completo e, acima de tudo, divertido e viciante.

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19 de maio de 2010

Scribblenauts


Por vezes, surgem jogos com conceitos completamente inovadores. Infelizmente, nem sempre isso é correspondido em termos de qualidade. Scribblenauts é o perfeito exemplo disso, o que é de lamentar: a ideia que está na base deste jogo poderia torná-lo num dos melhores jogos alguma vez feitos para a Nintendo DS.


O jogo é constituído por um vasto conjunto de cenários onde uma estrela está posicionada num local inacessível, seja pelo local onde foi colocada, pelas criaturas que a protegem ou, na maioria dos casos, ambos. Maxwell é o protagonista, que possui um bloco de notas onde é possível escrever-se o nome de qualquer animal, objecto ou profissão, e este irá em seguida surgir no cenário para o ajudar a alcançar a estrela. Por exemplo, se a estrela estiver no topo de uma árvore, é possível invocar uma escada, um lenhador ou até mesmo um jetpack que fará Maxwell voar até à estrela. A lista de coisas que se pode invocar é praticamente interminável e a interacção entre os diferentes objectos é bastante completa e intuitiva. Por exemplo, se houver um vampiro a defender a estrela, dar-lhe um alho, fazer surgir o Sol ou utilizar uma cruz são métodos eficazes de o derrotar. Para cada puzzle, há imensas possibilidades que dependem apenas da imaginação do jogador. Sem dúvida, um conceito fantástico.


Infelizmente, a jogabilidade é um pesadelo. Todos os controlos se resumem a um toque no ecrã, seja para controlar os movimentos do personagem, colocar objectos no cenário ou alterar a sua posição, ou utilizar objectos que Maxwell tenha na sua mão. O resultado é, quase sempre, conduzir acidentalmente o personagem para a sua própria morte. É frustrante colocar uma ponte sobre um precipício e, ao tentar fazer o personagem passar por cima, ele empurrá-la e cair no abismo, juntamente com a ponte. Ainda mais frustrante é tentar fazê-lo disparar uma fisga e o comando interpretado seja o de descartar o objecto. A interacção com o personagem deveria ter sido mapeada para os botões da consola, deixando o ecrã táctil livre para a interacção com o mundo. Da forma que o jogo foi concebido, um toque no pixel errado do ecrã poderá arruinar por completo o puzzle que se tenta resolver.


Sem dúvida que existe um grande conceito por trás deste jogo mas, infelizmente, o jogo em si só levará à frustração e eventual desistência de quem tentar resolver os seus puzzles. A parte mais divertida do jogo acaba por ser o ecrã inicial, onde é possível brincar livremente com o dicionário colossal de objectos existentes e ver a forma como interagem. É uma pena que a diversão acabe quando se carrega em "Start".

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5 de maio de 2010

Art Academy: First Semester (DSiWare)


Art Academy: First Semester é exactamente aquilo que o título indica, com alguns extras conseguidos por se tratar de um software interactivo. Através de um pequeno (mas completo) conjunto de lições, este software pretende ensinar algumas técnicas de desenho e pintura em aguarela que podem ser postas em prática através do ecrã táctil da Nintendo DSi ou com materiais reais, caso o utilizador queira experimentar com lápis e pincéis.


As lições incluídas são excelentes. Vince, um professor animado, explica detalhadamente como utilizar as ferramentas disponíveis neste software e as diversas técnicas que podem ser aplicadas. As ferramentas simulam de forma impressionante os materiais que representam – sem a necessidade de se afiar o lápis, como seria de se esperar. São ensinadas técnicas de desenho, sombreamento e aplicação de aguarelas. Em cada lição, é mostrado no ecrã como seria utilizada a stylus para aplicar um certo efeito, o que ajuda bastante na aprendizagem dos métodos explicados. Eis um exemplo de uma imagem criada de raiz durante uma das primeiras lições, que foi posteriormente gravada para a memória da consola:


Terminadas as lições, resta o modo "Free Paint", que permite desenhar e pintar livremente com todas as ferramentas existentes em Art Academy. Todas as imagens criadas podem ser gravadas na memória da consola e, posteriormente, copiadas para o cartão SD ou submetidas para o perfil do Facebook. O modo "Free Paint" permite utilizar estas imagens ou qualquer fotografia tirada com a consola como imagem de referência, que será mostrada no ecrã superior.


Art Academy não pretende substituir um curso de desenho ou pintura. No entanto, é um software que torna estas formas de expressão mais acessíveis a qualquer pessoa que tenha curiosidade em aprender. É muito bom para todas as idades e pode, em muitos casos, despertar o gosto pela pintura e desenho. Há ainda o Art Academy: Second Semester disponível na DSi Shop, mas esse é dedicado apenas aos que terminaram as lições incluídas neste software e pretendem aprender técnicas mais avançadas. No entanto, First Semester é bastante completo e sem dúvida merecedor dos 800 DSi Points que são pedidos na DSi Shop.

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4 de maio de 2010

Elite Beat Agents


Ainda antes da verdadeira ascensão (e queda) na popularidade de séries como Guitar Hero nas consolas, muitos jogos de ritmo limitavam-se a pedir que se carregasse num certo botão quando um ponto de uma barra musical atingisse uma meta. Outros, obrigavam os jogadores a dançar em cima de um tapete ou um outro periférico que viesse com o jogo e servisse para pouco mais. Foi nessa altura que a Nintendo DS nos trouxe um jogo de ritmo completamente original, divertido e inovador: Elite Beat Agents.


"Osu! Tatakae! Ouendan" é o nome da versão japonesa deste jogo, que consiste num grupo de cheerleaders masculinos que ajudam várias pessoas através do seu poder da dança. Apesar da sua excelente jogabilidade, a adaptação ao mercado ocidental parecia impossível: não havia nenhuma referência cultural que se relacionasse com a temática deste jogo. Ao adaptarem este jogo a esta cultura, então, os criadores do jogo optaram por criar personagens, histórias e músicas completamente novas.


A jogabilidade é simples: ao longo das músicas, vão surgindo círculos numerados no ecrã, rodeados por uma circunferência que vai diminuindo de tamanho. Quando a circunferência tem exactamente o mesmo tamanho do número em questão, significa que é o momento ideal para carregar no círculo com a stylus da DS. Este é apenas um guia visual, pois o objectivo do jogo é acompanhar o ritmo da música conforme se vai carregando nos diferentes círculos, que correspondem aos movimentos de dança a efectuar pelos agentes secretos. As músicas são bastante mainstream e, na sua maioria, facilmente reconhecíveis pelos jogadores, incluindo clássicos como "I Was Born To Love You", "Material Girl" e "Jumping Jack Flash".


Tão depressa se acompanha a história de Leonardo Da Vinci e os seus esforços para impressionar a Mona Lisa, como duas jovens belas, ricas e fúteis tentam sobreviver numa ilha deserta. O próprio facto deste jogo ser sobre agentes secretos que dançam é, por si, hilariante e sinal do quão absurdo e divertido será o jogo. Em cada história, há três sequências cujo desfecho depende do desempenho do jogador, sendo o resultado final determinante para o sucesso nos diferentes níveis do jogo. Há vários modos de dificuldade disponíveis e ainda músicas secretas para desbloquear, o que lhe dá uma boa longevidade: este é dos poucos jogos em que a dificuldade e a diversão aumentam de forma equilibrada. Um pequeno extra incluído neste jogo é o modo multiplayer para dois jogadores, que consiste em ver qual consegue o melhor desempenho nas músicas, enquanto tenta prejudicar o desempenho do adversário.


Elite Beat Agents não teria sido possível sem a Nintendo DS e utiliza da melhor maneira os recursos que esta oferece. Dificilmente se encontra um jogo mais divertido e acessível do que este: apesar do aumento da dificuldade nos níveis mais avançados, é um jogo muito fácil de aprender e que qualquer pessoa é capaz de jogar. Há sempre uma ou outra música que pode agradar menos, mas assim se garantiu haver algo para todos os gostos, sendo que a única crítica a apontar é que eventualmente o jogo acaba. É o melhor jogo musical da DS e um dos jogos mais divertidos alguma vez feitos para a consola!

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