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Análises

23 de abril de 2010

Dragon Quest IV: Chapters of the Chosen


Chapters of the Chosen é o primeiro de 3 jogos da série Dragon Quest lançados para a Super Nintendo que foram adaptados para a Nintendo DS: Dragon Quest IV, V e VI. Apesar de serem conhecidos pelos fãs da série como a Zenithian Trilogy, o único elo de ligação entre estes três jogos é a sua mitologia de base, pois cada jogo tem uma história distinta e pode ser apreciado pelo que tem a oferecer.


Graficamente, Dragon Quest IV é uma mistura de sprites 2D com cenários 3D, o que lhe confere um certo charme, embora nunca impressione. Mantendo-se fiel a uma das características da série, existe uma série de sprites genéricos para representar todos os personagens secundários, o que se mostra bastante estranho no início, mas acaba por ter uma certa piada e facilitar a identificação de personagens mais importantes para a história. O sistema de batalhas é do mais clássico possível, baseado num menu onde é possível escolher os comandos para cada personagem, cujas estatísticas são apresentadas no ecrã superior. O ecrã táctil mostra a batalha vista da perspectiva dos heróis, com os monstros animados sobre um cenário tridimensional. O estilo artístico do jogo representa bem este universo criado por Akira Toriyama (também conhecido por trabalhos como Dragon Ball), sendo excelentes tanto os desenhos dos heróis como os monstros deste jogo, cuja imagem de marca é o sorridente Slime.


Como o título do jogo indica, a história está dividida em vários capítulos dedicados a diferentes heróis, cujos caminhos se irão cruzando, levando-os à descoberta de um destino em comum. O jogador tem a liberdade de escolher se o personagem principal será do sexo masculino ou feminino, e ainda o nome que lhe quer dar. Embora esta possa ser considerada a sua jornada, o jogo dá a conhecer em cada um dos capítulos as motivações e a personalidade de cada herói, motivo esse pelo qual personagens como a maria-rapaz Tsarevna Alena e o sonhador Torneko Taloon se mantêm alguns dos mais populares em toda a série.


O caso da popularidade de Torneko é bastante interessante, pela forma como a conquistou. Torneko não é o tradicional herói musculado, não tem um passado traumático nem sede de vingança. O seu sonho é simplesmente tornar-se um grande mercador e viver do seu próprio trabalho para sustentar a família e realizar os sonhos da sua esposa. A forma como o seu capítulo se desenrola é um elogio ao trabalho, uma forma de lembrar ao próprio jogador a importância das actividades banais do dia-a-dia. É fácil sentir empatia por este homem vulgar, que é também um dos melhores personagens da série.


Chapters of the Chosen é uma boa introdução ao universo Dragon Quest e, mesmo não sendo um dos melhores jogos da série, oferece uma história envolvente acerca de um grupo de personagens com personalidades distintas e bem definidas. A jogabilidade simples, sem utilização das funções tácteis da consola, e o sistema de random battles podem ser "demasiado tradicionais" para alguns, mas o charme deste jogo pode ser o suficiente para os convencer de qualquer modo.

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14 de abril de 2010

Picross DS


Picross DS é o regresso de um conceito introduzido pela primeira vez no mundo dos videojogos em Mario's Picross na portátil GameBoy e consiste num tipo de puzzle conhecido como "paint by numbers". O nome do jogo significa "picture crosswords", o que é também a melhor forma de o descrever: cada puzzle é uma imagem que pode ser desvendada através do cruzamento das pistas dadas para as linhas e colunas. Para cada linha ou coluna, é apresentado um conjunto de números que indicam a quantidade de quadrados na grelha que deverão ser pintados, e cada quadrado irá representar um ponto da imagem a revelar.


Por exemplo, numa grelha de 5x5, uma coluna com um "5" será completamente preenchida e uma coluna com um "0" ficará vazia. Cada número representa uma sequência de quadrados a preencher, pelo que um "3" nessa coluna irá implicar 3 quadrados pintados em sucessão. Embora soem complexas em teoria, as regras são extremamente fáceis de assimilar, ficando a dificuldade do jogo ao encargo da componente lógica. Mas nem só as regras lógicas podem ajudar: como cada puzzle é uma imagem, conforme se avança no puzzle, mais fácil será identificar alguns quadrados que deverão ou não ser pintados. Felizmente, este jogo foi lançado para a Nintendo DS. A utilização do ecrã táctil para a resolução dos puzzles é simplesmente a única forma prática de os resolver. Os botões da consola têm uma função bastante útil de alternar entre o modo de pintar os quadrados ou marcá-los como vazios.


Os puzzles são muito bem construídos e há uma enorme quantidade de imagens para decifrar. A recompensa, para quem resolve um puzzle dentro do tempo limite, é assistir a uma pequena animação da imagem. Os mais lentos ou penalizados por erros (que descontam no tempo) irão apenas ver essa imagem a cores. Há ainda um excelente modo de criação de puzzles que podem depois ser partilhados por wireless ou através da Internet, e um modo para até 5 jogadores que consiste em pequenos desafios inspirados no modo principal de jogo. Apesar de toda a simplicidade do jogo, é também viciante na mesma medida. Especialmente recomendado a todos os apreciadores de puzzles lógicos como sudoku ou palavras cruzadas.

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9 de abril de 2010

Starship Patrol (DSiWare)


Starship Patrol é um dos melhores jogos lançados durante o primeiro ano de existência do serviço DSiWare. Desenvolvido pela Q-Games e publicado pela Nintendo, este é um jogo ao estilo "tower defense" que se demarca do próprio género não só pelo estilo artístico mas também pela jogabilidade oferecida.


O espaço é uma folha branca quadriculada neste jogo. No ecrã superior, o exército espacial adversário organiza-se para a invasão ao ecrã inferior, onde se encontram as naves que o jogador terá de defender, colocando estrategicamente diferentes armas com base nos recursos financeiros disponíveis. A principal diferença entre este e a grande maioria dos jogos deste género é que o percurso de cada grupo adversário é mostrado apenas quando este se dirige ao ecrã inferior, pelo que é exigida uma atenção adicional para identificar os melhores pontos estratégicos em cada um dos níveis. O estilo gráfico minimalista não é apenas apelativo, mas também um aspecto que favorece bastante a jogabilidade graças à visibilidade atribuída a todos os elementos do jogo.


O jogo é extremamente viciante. Mesmo incluindo um indicador das horas no ecrã superior, dificilmente alguém se apercebe da passagem do tempo, sendo quase impossível resistir à tentação de jogar "só mais um nível". Se um dos problemas da DSi Shop é conseguir encontrar os bons jogos para se comprar, é um problema maior que este jogo não tenha tido qualquer tipo de promoção por parte da Nintendo.  Starship Patrol é a escolha obrigatória para quem procura um "tower defense game" nesta consola e, por apenas 500 DSi Points, extremamente recomendado a quem não estiver já saturado do género.

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Kirby: Power Paintbrush


Kirby: Power Paintbrush é um dos jogos mais antigos para a Nintendo DS e o primeiro da série Kirby na consola. A novidade do ecrã táctil inspirou os criadores do jogo a fazer algo verdadeiramente original, especialmente numa série cujos jogos costumam seguir sempre a mesma fórmula.


O jogo é controlado exclusivamente através da stylus, que serve para desenhar uma linha ao longo da qual Kirby (transformado em bola) se irá deslocar. Um toque no Kirby fá-lo correr em frente, ou na direcção da linha desenhada, um toque num inimigo irá atordoá-lo para que Kirby o derrote ao correr na sua direcção. É o desenho de linhas que lhe permite subir plataformas, atravessar precipícios ou correr em loopings por mera diversão. O jogo contém vários mundos diferentes para explorar, cada um inspirado numa mistura de mundos clássicos da série com diferentes estilos artísticos de pintura – a stylus é assim o pincel mágico que permite desenhar nesses quadros que Kirby terá de atravessar durante a sua aventura. 


Os níveis são bem construídos, embora só se tornem verdadeiramente desafiantes mais para o final. Há ainda uma série de power-ups que trazem alguma diversidade ao jogo e bastantes coisas para desbloquear, desde novas cores para a linha desenhada pela stylus a personagens secretos com características diferentes do Kirby. Power Paintbrush é certamente um jogo original e bem construído que, mesmo sendo orientado especialmente ao público mais jovem, é recomendado aos maiores fãs do género de plataformas. Infelizmente, há uma certa falta de substância que impede este jogo de se tornar excelente ou memorável, sendo apenas um bom jogo.

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8 de abril de 2010

Final Fantasy Crystal Chronicles: Echoes of Time


A série Final Fantasy Crystal Chronicles é um spinoff da série principal que nasceu na GameCube, focada principalmente na componente multiplayer. Da série original, recolheu apenas algumas criaturas e a mitologia em torno de cristais, mas praticamente tudo o resto consiste num universo próprio para estes jogos – facilmente se entende que o nome "Final Fantasy" tenha sido introduzido por motivos meramente comerciais. Echoes of Time é o segundo jogo da série na Nintendo DS e consiste num RPG de acção para até 4 jogadores em simultâneo, ligados através do wireless local da consola ou a partir da internet.


A história do jogo é bastante básica e serve apenas para gerar várias missões que o herói terá de completar. Como o personagem é customizável, podendo até escolher-se a sua raça (uma das 4 existentes no universo da série), a sua inclusão na história é feita do modo mais conveniente possível: o herói foi simplesmente adoptado pelos aldeões. As sequências pré-renderizadas são sempre vistas na primeira pessoa, visto não ser possível integrá-lo de outra forma, mas tudo se torna mais bizarro ainda com a possibilidade de criar um novo personagem e simplesmente trocá-lo pelo original como protagonista.


Não havendo história para suportar o jogo, tudo o que lhe resta é a jogabilidade. Infelizmente, a perspectiva isométrica dificulta bastante o controlo dos personagens no ambiente 3D com o d-pad, o que origina várias situações frustrantes quando se tenta acertar em blocos ou inimigos mais pequenos. O ecrã táctil é praticamente desperdiçado em menus complexos que mais facilmente se controlam com os botões. Mas nem tudo é negativo, havendo até aspectos técnicos notáveis. O grafismo do jogo é bastante bom, relativamente às capacidades da DS e a facilidade de ligação a outros jogadores, incluindo os que possuem a versão Wii do jogo, é o principal ponto forte de Echoes of Time. É possível jogar a história completa em multiplayer, mas difícil será encontrar motivação para chegar aos créditos finais deste jogo.

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7 de abril de 2010

Chrono Trigger


Chrono Trigger é considerado um dos melhores (senão o melhor) RPGs alguma vez feitos para a Super Nintendo. Infelizmente, a versão SNES nunca foi lançada na Europa, tendo ficado acessível apenas através de emuladores neste território. Esta versão para Nintendo DS consiste numa transição ligeiramente melhorada do jogo SNES, sendo a primeira edição do Chrono Trigger lançada comercialmente no território europeu.


O principal aspecto deste jogo é a sua fantástica história, que leva os protagonistas a viajar no tempo numa tentativa de evitar a completa destruição do mundo em que vivem, saltando entre várias épocas desde o futuro até à pré-história. As acções do jogador no passado afectam activamente o mundo em tempos futuros, havendo diversos finais diferentes possíveis de acordo com as decisões tomadas em diferentes partes da história. Naturalmente, estas alterações temporais também dão origem a paradoxos que nunca serão resolvidos, mas a geral excelência da história compensa este aspecto negativo.


Visualmente, este é exactamente o mesmo jogo de 1995, embelezado apenas por algumas sequências de animação. Ainda assim, o grafismo aguentou bem a passagem do tempo, com cenários bastante detalhados e alguns efeitos visuais que, na altura, conseguiam ser bastante impressionantes. O estilo artístico, ao encargo de Akira Toriyama (conhecido de trabalhos como Dragon Ball e Dragon Quest), enquadra-se perfeitamente nos vários ambientes retratados, concedendo ao jogo um charme muito próprio. Há ainda que destacar a banda sonora, que é simplesmente fantástica e ficará gravada na mente muito tempo depois de se ter acabado o jogo.


O sistema de batalhas pode não agradar a todos, com um "Active Time Battle system" que permite escolher os ataques de cada personagem ao fim de um temporizador que força uma simulação de turnos. As próprias funcionalidades da DS são pouco aproveitadas, ficando o ecrã táctil reduzido a um simples (mas conveniente) mapa e sistema de navegação pelos menus. Ainda assim, há tantos motivos para se gostar do Chrono Trigger que, mesmo não se apreciando o estilo de combate ou o aspecto "retro" do gráficos, qualquer apreciador de uma boa história o deve experimentar. Um verdadeiro clássico que superou o teste do tempo.

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