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Análises

31 de março de 2010

Rhythm Paradise


Rhythm Paradise é possivelmente o jogo mais simples que existe para a Nintendo DS. Tudo é feito com base num gesto do stylus sobre o ecrã táctil que deve ser efectuado de acordo com o ritmo da música, em  mais de 50 desafios diferentes. O apelo do jogo é imediato: ao fim de pouco tempo, é tão natural jogá-lo como abanar o pé ao ritmo de uma música.


Cada desafio consiste num mini-jogo diferente: desde a sala de coro em que é necessário acompanhar as instruções do professor, à Ilha de Páscoa em que duas Moais se entretêm a cantar, passando pelo ritual de acasalamento entre duas lagartixas musicais. Os temas dos desafios são completamente absurdos, com um estilo visual semelhante à série WarioWare, e contribuem para fazer deste jogo um conjunto extremamente divertido.


Embora a jogabilidade seja extremamente simples, consistindo apenas num flick no ecrã, a dificuldade aumenta drasticamente conforme a progressão no jogo. O ouvido musical do jogador será posto à prova, bem como a sua capacidade de acompanhar o ritmo. Na sua grande maioria, os desafios podem ser completados de olhos fechados, visto que dependem exclusivamente do som. Ainda assim, torna-se tão exigente nos últimos níveis que muitos o poderão considerar frustrante. Tendo isto em conta, há que salientar que o jogo oferece horas e horas de diversão antes de se chegar a um grau de dificuldade demasiado exigente.


Rhythm Paradise é um jogo único que dificilmente seria replicado noutra consola com o mesmo grau de diversão. Com desafios extremamente divertidos e acessíveis a qualquer pessoa, este é um dos jogos que farão muita gente pedir para experimentar, sejam amigos ou familiares: não é necessário "perceber de jogos", mas uma questão de acompanhar o ritmo.

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23 de março de 2010

Nintendo 3DS anunciada


Foi revelada esta manhã a sucessora para a geração de consolas Nintendo DS: a Nintendo 3DS. O nome, ainda provisório, é uma referência clara à sua principal nova funcionalidade: a 3DS irá permitir ver jogos em 3 dimensões, sem necessidade de óculos especiais.

Foi confirmado que a nova Nintendo 3DS irá suportar todos os jogos DS e DSi já existentes e estará disponível no mercado até finais de Março de 2011. As primeiras imagens da consola e mais detalhes acerca do seu funcionamento só deverão ser revelados na apresentação da Nintendo na E3, que irá decorrer a 15 de Junho de 2010.

Estes são os únicos dados oficiais, mas os rumores acerca da consola indicam que esta poderá ter ecrãs de maior dimensão, muito melhores capacidades gráficas em relação à DS e alguma capacidade de detecção de movimento, seja através de um acelerómetro ou da utilização das câmaras.
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22 de março de 2010

Castlevania: Portrait of Ruin


A série Castlevania tem já uma longa tradição no universo dos jogos de aventura, sendo Portrait of Ruin a segunda iteração da série para a Nintendo DS. Apesar de algumas diferenças em relação ao formato mais tradicional da série, os elementos centrais mantêm-se inalterados: um ambiente gótico, vampiros e criaturas infernais e, principalmente, um vasto cenário para explorar. Desta vez, o cenário não se limita ao castelo: através de uma série de pinturas mágicas, o jogador é levado para outros mundos, havendo assim uma grande diversidade de ambientes para explorar.


A jogabilidade é centrada em dois personagens: Jonhathan e Charlotte estão sempre presentes no ecrã, podendo alternar-se a qualquer momento entre eles. Ao longo da aventura, os personagens vão ganhando novas habilidades que lhes permitirão aceder a novas áreas do castelo, uma característica marcada desta série. Há ainda várias magias que os personagens aprendem para utilizar em conjunto, causando ataques mais devastadores e que, muitas vezes, mudam o rumo de uma batalha. A grande novidade, porém, é a possibilidade de convidar outra pessoa para ajudar na aventura, quer pela ligação wireless da consola, quer através da internet, ficando cada personagem ao controlo de um jogador.

O grafismo do jogo é bastante detalhado. Os cenários têm um excelente estilo artístico e variam bastante entre o castelo e os diferentes mundos no interior das pinturas. Os próprios personagens e bosses são muito bem animados e, embora nada seja inovador, tudo está muito bem conseguido. Como já é tradicional na série, o jogo conta também com uma banda sonora excelente e que dá muito ênfase aos ambientes criados.


A principal componente do jogo é, de facto, a exploração. Embora menos labiríntico que a maioria dos jogos Castlevania, há muito para explorar nos cenários, incluindo várias zonas secretas, o que faz deste jogo mais uma excelente aventura. Não há grandes defeitos a apontar ao jogo, a não ser talvez a falta de inovação para quem já é um veterano da série. O facto de ser um jogo muito tradicional pode também afastar alguns jogadores, mas é um ponto a favor para quem gosta de séries como esta ou Metroid, visto ser um género pouco explorado nos dias que correm.

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20 de março de 2010

WarioWare Snapped! (DSiWare)


WarioWare Snapped! foi um dos jogos de lançamento do serviço DSiWare e, tal como a maioria dos jogos da série WarioWare, consiste numa série de minijogos frenéticos baseados numa característica ou funcionalidade da consola. Sendo um dos primeiros jogos desenvolvidos em exclusivo para a DSi, a funcionalidade escolhida foi a utilização da câmara.


O jogo disponibiliza, assim, quatro séries de minijogos, em que o jogador terá de movimentar as mãos ou a cabeça em frente à consola para cumprir os diferentes objectivos que vão surgindo. Por exemplo, num dos jogos, será preciso agarrar moedas com as mãos. Noutro, o jogador deve tapar a cara com as mãos e destapar, para entreter um bebé. Os jogos são realmente absurdos e divertidos, uma característica típica da série. Mas a melhor parte é a que se segue à concretização dos jogos: sem dar qualquer indicação, o jogo vai tirando fotos das diferentes posições, emparelhando-as com desenhos e textos ridículos.


Infelizmente, não existe qualquer possibilidade de guardar as fotos no jogo ou mesmo na consola. Uma oportunidade desperdiçada que faria deste software algo essencial para quem quisesse pregar umas partidas inocentes aos amigos. Pior ainda, o jogo não faz qualquer registo de pontuações ou resultados, pelo que desligar a consola irá inutilizar qualquer esforço. É ainda de notar que a câmara requer bastante luz para reconhecer correctamente os movimentos, perdendo-se por vezes mais tempo a preparar a posição pedida pelo jogo, do que propriamente a jogá-lo.

Fosse este um software gratuito ou estivesse ao preço de 200 pontos, seria recomendado pela diversão de o jogar pela primeira vez e especialmente, mostrar aos amigos. Infelizmente não é o caso, e este é um software bastante incompleto para os 500 pontos que são pedidos.


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Little Red Riding Hood's Zombie BBQ (DSiWare)


Zombie BBQ é um divertido jogo de acção que nos conta uma história alternativa para o universo da Capuchinho Vermelho e outros contos de fantasia. Lançado nos EUA como um jogo em cartucho para a Nintendo DS, chegou bastante tempo depois à Europa em formato DSiWare, e consiste num shooter vertical em que uma Capuchinho adolescente ou o seu parceiro ninja Momotaro disparam contra zombies e criaturas temíveis, inspiradas em personagens como os três porquinhos ou o Pinóquio. A jogabilidade é bastante simples: no ecrã táctil, Capuchinho desloca-se numa linha horizontal com input do d-pad, enquanto a stylus é utilizada para disparar nessa direcção. O ecrã superior funciona como um prolongamento do campo de visão, permitindo assim a existência de bosses colossais nos vários níveis.


Logo desde o início, hordes de inimigos surgem no ecrã, pelo que será necessária rapidez e pontaria nos tiros. A dificuldade aumenta a cada nível, não só pela quantidade de zombies mas também pelas suas habilidades. O estilo gráfico, embora não sendo impressionante, é bastante eficaz e está recheado de pequenos detalhes divertidos nos cenários e no desenho das criaturas. A mistura de 2D e 3D também funciona muito bem a favor do jogo, dando especial destaque aos bosses. A história do jogo é completamente básica, mas também não se poderia esperar mais de um jogo que consiste, essencialmente, numa paródia gore ao universo dos contos infantis. Os diálogos, no entanto, têm a sua graça e a sexualização de uma personagem como a Capuchinho é um valor acrescentado aos níveis de sarcasmo.


Os conteúdos deste jogo podem não ser os mais apropriados a crianças, estando este software classificado como sendo para maiores de 16. No entanto, o estilo gráfico fantasioso afasta-o do realismo, não sendo assim um jogo assustador, mas algo bastante divertido. Tendo em conta que foi lançado em cartucho nos EUA, o seu lançamento a 800 pontos em DSiWare é uma agradável surpresa, sendo especialmente recomendado aos amantes de jogos de zombies.

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17 de março de 2010

Pokémon Diamond / Pearl


Uma portátil da Nintendo não seria a mesma sem uma das suas séries mais bem sucedidas. Pokémon Diamond e Pokémon Pearl marcam o lançamento da 4ª geração da série, com uma nova região para explorar e uma série de novas criaturas para coleccionar.

A ideia base do jogo é a mesma de sempre: no início, o jogador escolhe um de três pokémon que o irá acompanhar na aventura. Pelo caminho, irá encontrar novas criaturas que poderá capturar e treinar para formar a sua própria equipa, com a qual irá desafiar outros treinadores até se tornar o treinador mais forte da região. Existe um total de 493 criaturas diferentes, cujas características se dividem entre combinações de 1 ou 2 de 17 elementos distintos, o que permite que cada jogador tenha uma equipa completamente personalizada. Graças às novas mecânicas introduzidas nesta geração, as batalhas entre pokémon estão mais estratégicas do que nunca, sendo necessário um maior planeamento e melhor gestão da equipa, relativamente aos jogos anteriores.


O grafismo do jogo, embora simples, é bastante eficaz. As batalhas são apresentadas em 2D, com sprites muito bem desenhados que ilustram cada uma das criaturas. Já o mundo do jogo é um misto de 2D e 3D, com um estilo visual que lembra os jogos da Gameboy Advance mas surpreende com alguns elementos tridimensionais. Através da conexão wireless da DS, é possível ligar o jogo aos de outras pessoas para trocar criaturas – um incentivo ao coleccionismo – ou desafiá-las para uma batalha. A maior novidade em termos de ligações, no entanto, é o sistema que permite efectuar trocas de pokémon com pessoas de todo o mundo através da internet.


A história é relativamente simples e linear, funcionando principalmente como uma motivação para avançar no jogo. Pokémon Diamond e Pearl fizeram um excelente trabalho em capturar a sensação de aventura dos jogos originais da série e, ao mesmo tempo, adaptá-la aos tempos modernos. A única diferença entre as duas versões está na criatura central do jogo, sendo a escolha uma mera questão de preferência. No entanto, o lançamento posterior de uma terceira versão – Pokémon Platinum – mostrou ser a escolha ideal, tanto para veteranos como para quem se está agora a iniciar à série.


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15 de março de 2010

Dr. Kawashima's Brain Training


Dr. Kawashima's Brain Training foi um dos grandes responsáveis pelo aumento de popularidade da Nintendo DS, especialmente devido ao novo mercado que surgiu em seu redor. Não sendo um jogo propriamente tradicional, Brain Training consiste num conjunto de actividades diárias que têm por objectivo estimular a actividade cerebral. Estas consistem principalmente em operações aritméticas simples e jogos de lógica ou vocabulário.


O jogo tira partido de todas as funcionalidades da consola e requer que esta seja utilizada numa posição de 90º, como se de um livro se tratasse. O ecrã táctil fica assim encarregue da navegação entre todos os menus, ficando o outro disponível para expandir a área de jogo. Na grande maioria das actividades disponíveis, o utilizador escreve no ecrã a sua resposta que será interpretada pelo motor de reconhecimento de texto do jogo. Embora seja necessária alguma adaptação do utilizador ao formato dos caracteres durante a primeira utilização, o reconhecimento funciona quase perfeitamente. Já no caso das actividades que utilizam o microfone, é necessário ter maior atenção ao sotaque correcto do inglês britânico.


No final de cada actividade, é apresentado o tempo levado para cumprir as tarefas ou uma pontuação representativa do desempenho. O software apresenta, em seguida, um gráfico com o historial do desempenho nessa actividade ao longo do tempo, permitindo assim observar o progresso do jogador. Por cada dia de actividade, é colocada uma estampa no calendário que irá permitir desbloquear novas actividades. A longevidade depende da dedicação de cada jogador, mas quem se dedicar realmente às actividades diárias irá sentir-me mais recompensado ao ver as melhorias nos resultados.


A principal funcionalidade do jogo consiste no teste da idade cerebral em que, após uma sequência de actividades aleatórias, é atribuída uma idade figurativa do desempenho obtido. Quanto mais novo, melhor é o resultado, sendo a melhor classificação possível a idade de 20 anos.

Além deste sólido programa de exercício mental, Brain Training oferece ainda um vasto conjunto de puzzles Sudoku, cuja interface ainda não foi superada por nenhum outro jogo dedicado a este tipo de puzzle, graças à grelha disponibilizada no ecrã táctil e o reconhecimento de escrita que permite registar diferenciadamente em cada quadrado resposta ou anotações numéricas.

Esta foi uma das aplicações mais marcantes na história da consola, sendo atractiva para pessoas de todas as idades. No entanto, a oferta existente actualmente de uma sequela para a DS e duas versões (embora reduzidas) para DSiWare fazem com que este se torne o membro menos atractivo da família.

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13 de março de 2010

Professor Layton and the Curious Village


A série Professor Layton é um fenómeno de popularidade na Nintendo DS que facilmente se pode compreender. Produzido pela Level-5 e distribuído na Europa pela Nintendo, Professor Layton and the Curious Village foi o jogo que deu origem a uma das melhores sagas existentes na consola.

A jogabilidade é focada na resolução de puzzles e enigmas que são apresentados ao Professor Layton e o seu aprendiz Luke, enquanto exploram a vila de St. Mystére. O ecrã superior é utilizado para apresentar o enunciado, enquanto que o ecrã táctil ilustra o puzzle em questão. Alguns enigmas são resolvidos através de interacção com os elementos apresentados no ecrã, outros requerem a introdução de uma resposta (geralmente numérica). Os puzzles são verdadeiros quebra-cabeças, mas nunca se revelam frustrantes. Em caso de dificuldade, são disponibilizadas 3 ajudas que poderão ser utilizadas ao custo de "hint coins" que Layton recolhe durante a aventura.


Fosse este jogo um mero conjunto de puzzles, teríamos já um excelente produto. No entanto, o que faz deste jogo um produto especial é todo o valor acrescentado. A aventura principal é caracterizada por uma envolvente história de mistério, acompanhada em pontos chave por sequências de animação com um estilo artístico digno dos melhores filmes de animação, enriquecidas pelo voice acting com sotaque britânico, que se enquadra perfeitamente no ambiente do jogo.


Há muito para explorar nos cenários do jogo, incluindo algumas side-quests e puzzles escondidos que não fazem parte da história principal. Além dos puzzles disponibilizados com o jogo, é possível ligar à Nintendo WFC para fazer download de novos enigmas, garantindo assim uma grande longevidade para o jogo.


Professor Layton and the Curious Village é um jogo obrigatório para todos os possuidores de uma Nintendo DS que gostem de puzzles e mistérios. Sendo acessível a toda a família (desde que compreendam inglês), o mais difícil será deixar de o jogar.

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11 de março de 2010

5 Anos de Nintendo DS


11 de Março de 2005. Celebra-se hoje o 5º aniversário do lançamento da Nintendo DS no mercado europeu. Durante estes 5 anos, a DS tornou-se a consola mais vendida do mundo, com um catálogo de jogos absolutamente fantástico. Entre os seus maiores êxitos, encontram-se jogos como New Super Mario Bros., Nintendogs, Brain Training e a série Pokémon.

Daí surgiu a ideia de criar este blogue onde irei apresentar pequenas análises da minha colecção de jogos Nintendo DS. O principal objectivo é criar um registo público das minhas impressões acerca de cada um dos meus jogos, que poderão (ou não) servir de referência para outras pessoas que tenham interesse na consola.


O sucesso da Nintendo DS não se deve apenas à qualidade dos seus jogos, mas também à capacidade da Nintendo em redesenhar e reinventar a consola ao longo dos anos. A 23 de Junho de 2006, é lançada a Nintendo DS lite, com um design extremamente melhorado em relação à original e com ecrãs de muito melhor qualidade. O seu lançamento acompanhou o aumento de popularidade dos jogos menos convencionais que começaram a atrair mercado para além dos jogadores tradicionais.


A 3 de Abril de 2009, é lançada a Nintendo DSi, uma nova versão da consola que lhe acrescenta uma série de funcionalidades exclusivas (podendo ser considerada uma espécie de "DS 1.5"), entre as quais duas câmaras fotográficas e o serviço de jogos por download DSiWare, para além das melhores capacidades de processamento. 11 meses depois, é lançado no mercado um modelo alternativo para a DSi.



A Nintendo DSi XL, lançada a 5 de Março de 2010, consiste numa versão gigante da Nintendo DSi, com ecrãs de melhor qualidade e 93% maiores que os ecrãs da DS original e DS lite. Orientado ao segmento de jogadores que preferem utilizar a DS em casa, este modelo apresenta-se como uma opção de compra alternativa e não como uma tentativa de substituição da DSi. Por esta altura, correm já rumores de que a "Nintendo DS 2" poderá ser lançada no próximo ano mas, de momento, não existe qualquer confirmação oficial.

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