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22 de março de 2010

Castlevania: Portrait of Ruin


A série Castlevania tem já uma longa tradição no universo dos jogos de aventura, sendo Portrait of Ruin a segunda iteração da série para a Nintendo DS. Apesar de algumas diferenças em relação ao formato mais tradicional da série, os elementos centrais mantêm-se inalterados: um ambiente gótico, vampiros e criaturas infernais e, principalmente, um vasto cenário para explorar. Desta vez, o cenário não se limita ao castelo: através de uma série de pinturas mágicas, o jogador é levado para outros mundos, havendo assim uma grande diversidade de ambientes para explorar.


A jogabilidade é centrada em dois personagens: Jonhathan e Charlotte estão sempre presentes no ecrã, podendo alternar-se a qualquer momento entre eles. Ao longo da aventura, os personagens vão ganhando novas habilidades que lhes permitirão aceder a novas áreas do castelo, uma característica marcada desta série. Há ainda várias magias que os personagens aprendem para utilizar em conjunto, causando ataques mais devastadores e que, muitas vezes, mudam o rumo de uma batalha. A grande novidade, porém, é a possibilidade de convidar outra pessoa para ajudar na aventura, quer pela ligação wireless da consola, quer através da internet, ficando cada personagem ao controlo de um jogador.

O grafismo do jogo é bastante detalhado. Os cenários têm um excelente estilo artístico e variam bastante entre o castelo e os diferentes mundos no interior das pinturas. Os próprios personagens e bosses são muito bem animados e, embora nada seja inovador, tudo está muito bem conseguido. Como já é tradicional na série, o jogo conta também com uma banda sonora excelente e que dá muito ênfase aos ambientes criados.


A principal componente do jogo é, de facto, a exploração. Embora menos labiríntico que a maioria dos jogos Castlevania, há muito para explorar nos cenários, incluindo várias zonas secretas, o que faz deste jogo mais uma excelente aventura. Não há grandes defeitos a apontar ao jogo, a não ser talvez a falta de inovação para quem já é um veterano da série. O facto de ser um jogo muito tradicional pode também afastar alguns jogadores, mas é um ponto a favor para quem gosta de séries como esta ou Metroid, visto ser um género pouco explorado nos dias que correm.