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28 de dezembro de 2010

DSiWare: Jogos do Ano 2010

Apesar do arranque lento do serviço em 2009 e da inundação de ofertas medianas a nível de software, o ano de 2010 trouxe títulos surpreendentemente bons para a loja online da Nintendo DSi  – que, conforme já foi anunciado, serão transferíveis para a 3DS. Segue-se uma pequena lista dos que mais se destacaram (pelos mais diversos motivos) durante este ano que agora chega ao fim.

5 – Soul of Darkness
Um "clone" descarado de Castlevania, mas que surpreende pela capacidade de inovar em pequenos aspectos. Ninguém estava à espera, mas é realmente um produto de qualidade. [ver análise]

4 – Dark Void Zero
A recuperação de um clássico que nunca tinha sido editado? A Capcom gosta de fazer acreditar que sim, mas o que realmente vende esse argumento é a forma como simularam as limitações gráficas e sonoras da NES, sem sacrificar uma excelente jogabilidade. [ver análise]

3 – Tetris Party Live
Imprescindível: ligar a DSi, arrancar o jogo e em poucos segundos estar a jogar Tetris sozinho ou online contra amigos ou desconhecidos de todo o mundo. [ver análise]

2 – GO Series: Ivy the Kiwy? Mini
Um jogo "a sério". A única diferença deste "Ivy the Kiwy?" para DSiWare é ter metade dos níveis existentes na versão DS. Tem uma excelente jogabilidade, é artístico e original, vindo directamente do criador de Sonic the Hedgehog.

1 – Art Academy: First Semester
Não sendo um jogo, este software é a estrela do serviço DSiWare. Ao contrário da prática comum, Art Academy (no conjunto dos dois "semestres") deu até origem a uma versão em cartucho para Nintendo DS. Uma ferramenta extremamente simples e prática para aprender alguns conceitos de desenho e pintura (mesmo para quem acha não ter jeito nenhum), que permite criar livremente e ainda gravar as imagens na memória da consola para depois partilhar! [ver análise]
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20 de dezembro de 2010

Soul of Darkness (DSiWare)

Regra geral, quando um jogo se apresenta como uma imitação descarada de outro, o resultado é uma versão bastante inferior e sem qualquer interesse para os fãs do original. No entanto, Soul of Darkness para o serviço DSiWare é uma das poucas excepções a essa regra: não se limita a pegar na fórmula tradicional de Castlevania e introduz novos elementos que o caracterizam. Aliás, não fossem algumas falhas e houvesse algum conteúdo extra, a Konami teria aqui um rival à altura. A jogabilidade é essencialmente a mesma de qualquer jogo Castlevania em 2D, centrada na exploração de cenários repletos de plataformas e criaturas do mal para eliminar. Os visuais são fiéis ao estilo gótico que seria de se esperar e a banda sonora, embora algo repetitiva, não quebra o ambiente.
Por outro lado, há menos exploração e maior foco na acção, com a progressão dividida por níveis que podem ser depois seleccionados do menu principal para repetir sempre que houver vontade. Há (apenas) duas armas diferentes à escolha, cada uma associada a um tipo de magia (gelo e fogo) e, ao longo da aventura, são adquiridos skills que tornam as armas e respectivas magias mais fortes. Mesmo sendo uma adaptação de um jogo para telemóveis, este Soul of Darkness facilmente pareceria feito de raiz para a DS, não fossem os ecrãs de loading foleiros que se esqueceram de retirar. Embora haja aqui jogo para várias horas, os níveis poderiam ser maiores e haver mais conteúdo em geral. Ainda assim, é um jogo de qualidade no serviço DSiWare que merece ser experimentado, especialmente pelos fãs de Castlevania.

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13 de dezembro de 2010

Tetris Party Live (DSiWare)

Sem quaisquer rodeios, Tetris Party Live para o serviço DSiWare apresenta-se como uma versão minimalista do jogo Tetris Party Deluxe para a Nintendo DS. No entanto, sendo um jogo de Tetris, até numa versão reduzida há potencial para incontáveis horas de entretenimento. Iniciando o jogo, é dada a possibilidade de escolher entre o modo single player ou jogar online. Em qualquer destes modos, a mecânica é simples: empilhar blocos de forma a preencher linhas que (misteriosamente) desaparecem, sem deixar que a pilha de blocos ultrapasse o limite vertical do ecrã.

As opções para um só jogador são limitadas e resumem-se a jogar Tetris clássico ou desafiar um adversário controlado pelo computador. Já o modo online permite jogar através da internet contra amigos ou desconhecidos de qualquer parte do mundo, quer estejam a jogar esta versão ou a edição Deluxe para a DS. Este é um grande ponto a favor do jogo, visto que aumenta largamente as probabilidades de encontrar jogadores disponíveis a qualquer hora do dia. De fora desta versão, além de uma série de modos diferentes de jogo, ficou também a possibilidade de jogar por wireless local. Ainda assim, Tetris Party Live vive da componente online e tem o suficiente para satisfazer os apreciadores deste puzzle. Só os fãs mais acérrimos sentirão a necessidade de adquirir a versão Tetris Party Deluxe, tendo em conta a diferença de preços entre as duas.
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28 de outubro de 2010

Dragon Quest IX: Sentinels of the Starry Skies

O género RPG é, sem dúvida, um dos pontos fortes da Nintendo DS, com uma vasta oferta de jogos de qualidade criados para transportar os jogadores para os mais diversos mundos de fantasia que se possam imaginar. Ao mesmo tempo, nos últimos anos, os fãs de algumas séries do género têm sofrido com a constante necessidade destas em inovar "à força" a cada jogo que passa. E é neste enquadramento que surge Dragon Quest IX, com a coragem de saltar para o universo portátil e trazer à Nintendo DS um estilo de RPG considerado por muitos developers como estando "ultrapassado". Mas nada de ultrapassado existe neste jogo.

Dragon Quest IX é um jogo brilhante. Um RPG extremamente clássico mas, ao mesmo tempo, suficiente moderno para agradar a todos os públicos. Aliás, para uma série conhecida por se manter fiel às suas tradições, este jogo inova muito além do que seria esperado. Que não restem dúvidas: mantêm-se os tradicionais monstrinhos sorridentes e adoráveis, os sotaques regionais que distinguem cada localidade e até os divertidos trocadilhos em quase tudo o que são nomes de lugares ou personagens. Mantêm-se as batalhas por turnos, mas acabam-se os encontros aleatórios: uma batalha só terá início se o jogador abordar o inimigo em batalha. O resultado é um jogo acessível a todos os que achavam os RPGs complicados e suficientemente complexo para os veteranos do género mas, acima de tudo, fiel às suas origens.
Graficamente, será difícil encontrar melhor na consola. As capacidades da DS são exploradas ao máximo para recriar este fantástico mundo e os seus personagens, desenhados pelo inconfundível Akira Toriyama. O protagonista do jogo é um Celestrian, o equivalente a um anjo da guarda, que tem como missão proteger os habitantes de Angel Falls. O herói serve como primeiro ponto de ligação entre o jogador e este novo universo – cada pessoa irá escolher o nome, género e aspecto do seu personagem no jogo, decidir qual o equipamento a dar-lhe com base nos próprios critérios e, mais tarde, decidir qual será a sua vocação. O estilo artístico utilizado aproveita-se das limitações da consola para dar vida não só a estes personagens, como a todo o mundo criado no jogo. Os cenários bucólicos, as cidades e aldeias completamente distintas e cheias de vida criam um charme difícil de igualar, mesmo em jogos da própria série. Pelo meio, algumas sequências de animação tradicional irão deliciar os jogadores, deixando-os apenas com pena que não houvesse espaço no cartucho para mais.
Enquanto RPG, é essencialmente um jogo clássico, em que o herói viaja pelo mundo, de aldeia em aldeia, interage com os seus habitantes e resolve os seus problemas. Como "anjo da guarda", é natural para o herói tomar estas acções de boa vontade, mas é a gratidão das pessoas ajudadas que acaba por recompensar e motivar o próprio jogador. Cada cidade tem a sua própria história, aparentemente independente, como que cada parte do mundo fosse um pequeno episódio de uma série. No entanto, há um fio condutor que faz desta uma aventura bastante sólida até depois do rolar dos créditos. O jogo não termina com o fim da história principal – graças a um conjunto de quests recebidas através da ligação do jogo à internet, será possível aprofundar os mistérios sobre o passado deste mundo e os seus habitantes. Além disso, a adição dos mapas de tesouro onde é possível encontrar monstros e tesouros muito raros (alguns até exclusivos) acabou por revelar-se um grande vício, muitas vezes até funcionando como uma produtiva pausa na aventura principal. Estas funcionalidades trazem um valor acrescentado que mantém o interesse dos jogadores muito além do que seria de esperar de um jogo do género.

A componente multijogadores é outro dos pontes fortes de Dragon Quest IX. Ao fim de pouco tempo no jogo, abre-se a possibilidade de viajar para outros mundos e jogar cooperativamente numa equipa de até 4 jogadores independentes. O jogo que recebe os convidados determina em que ponto se encontram na história, como que se tivesse recrutado até 3 amigos para prosseguir na aventura. Do ponto de vista de um visitante, existe liberdade total para explorar o mundo, independentemente do que o jogador anfitrião esteja a fazer. A experiência de jogo, no entanto, é algo único dentro do género. Discutir tácticas pessoalmente com os restantes membros da equipa, é algo que se sobrepõe à experiência de qualquer outro jogo que ofereça possibilidades semelhantes à distância. Não é o primeiro RPG cooperativo a nível local (nem mesmo na Nintendo DS), mas algo na forma como foi construído faz dele o melhor, e provavelmente devido ao ritmo introduzido pelo sistema de batalhas por turnos.

Dragon Quest IX é um marco incontornável na história da Nintendo DS e do género de jogo em que se insere. A sua funcionalidade de interagir com outros jogos enquanto a consola se encontra em sleep mode fez do jogo um fenómeno sem precedentes no Japão e acabou por influenciar o próprio desenho da consola sucessora. Pode dizer-se que a história do jogo não seja tão profunda ou envolvente como a de jogos anteriores na série (especialmente Dragon Quest V), mas é sem dúvida o melhor Dragon Quest alguma vez feito. Um dos jogos com maior longevidade na consola, mas sem alguma vez se tornar aborrecido.
Embora não seja um jogo sem algumas falhas menores, todas as suas qualidades superam o que se possa criticar. Acima de tudo, destaca-se um charme incomparável, um je ne sais quoi deste incrível jogo que ninguém saberá explicar, mesmo sendo capaz de o sentir. Este é, sem dúvida, o melhor RPG clássico para Nintendo DS, um dos melhores alguma vez feitos e ainda a melhor introdução a quem nunca tenha jogado algo do género.

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29 de setembro de 2010

Nintendo 3DS: as principais novidades da consola

A Nintendo apresentou esta manhã o design final da sua nova consola portátil, a Nintendo 3DS, juntamente com uma série de novidades acerca do seu sistema. Com data de lançamento prevista para o mês de Fevereiro no Japão e para Março na Europa e EUA, a consola irá integrar (além do ecrã 3D) um conjunto de funcionalidades bastante interessantes. Segue-se um pequeno vídeo demonstrativo, bem como uma descrição destas novidades.


StreetPass (Tag Mode)
O StreetPass é a grande nova funcionalidade da consola, e a Nintendo faz questão de o evidenciar no vídeo acima. Este modo permite a comunicação entre consolas quando estão em sleep, de forma idêntica ao que fazem jogos DS como Dragon Quest IX ou Nintendogs. A principal diferença, no entanto, é que o modo StreetPass será integrado na consola, estando disponível a todos os jogos 3DS. Ao encontrar na rua uma outra consola em sleep, a 3DS envia informações de todos os jogos em simultâneo, fazendo "tag" daqueles que ambos possuam e independentemente do cartucho que esteja inserido na consola. Uma luz acenderá na consola para informar que ocorreu alguma actividade e um "Notification Applet" permitirá ver quais os jogos que receberam conteúdos oferecidos por outros jogadores.

SpotPass (Wi-Fi)
De forma semelhante ao modo StreetPass, a Nintendo 3DS irá procurar por hotspots Wi-Fi a que se possa ligar enquanto está em sleep. Esta ligação irá fazer download automático de conteúdos para os jogos, notificações e até software gratuito que esteja disponível. De forma a simplificar a distribuição dos conteúdos, estes serão também enviados para outras consolas 3DS através do modo StreetPass.

Loja Online
Embora não tenha sido revelada a estrutura da loja digital da consola, foram avançados alguns dos conteúdos que esta terá para oferecer. A 3DS terá a sua própria Virtual Console, dedicada às antigas consolas portáteis, onde poderão ser comprados jogos GameBoy e GameBoy Color (relativamente à GBA, nada foi confirmado). Haverá ainda uma outra secção de jogos clássicos, adaptados para o ecrã 3D da consola. Para além do retro gaming, a 3DS terá o seu próprio serviço "3DSWare" e irá suportar também todos os jogos existentes para DSiWare, que podem ser transferidos de uma Nintendo DSi ou DSi XL para a nova consola.

Mii Studio
Os Mii chegaram à 3DS e, tal como na Wii, os jogadores poderão criar na 3DS os seus próprios personagens. Será mesmo possível transferir os já existentes na Wii ou criá-los automaticamente a partir de uma foto, assim como guardar fotos dos Mii no cartão SD. Através do modo StreetPass, os Mii podem ser trocados com outros jogadores conforme o seu criador o deseje fazer. Um Mii trocado via StreetPass irá ainda dizer qual o jogo que estava inserido na consola.

Nintendo 3DS Camera
Tal como a Nintendo DSi, a nova consola irá trazer o seu próprio software para tirar fotos, com a principal vantagem de utilizar as câmaras externas para tirar fotografias 3D. Há ainda novas brincadeiras, como ver o resultado da combinação automática da cara de duas pessoas.

AR Games (Realidade Aumentada)
A Nintendo pretende revolucionar o conceito de realidade aumentada com a 3DS. Graças ao seu ecrã e câmara 3D, consegue combinar uma melhor detecção de profundidade e distância com uma apresentação mais realista de elementos computacionais num ambiente real. Para o demonstrar, será incluído um conjunto de jogos de realidade aumentada, bem como um conjunto de cartões que estes (ou até mesmo jogos futuros) irão utilizar.

Home Menu
A qualquer momento, será possível interromper um jogo com um simples premir do botão "Home". Este irá abrir um menu que permite aceder a uma série de funcionalidades, incluindo um browser da internet, sem que para isso seja necessário abandonar o jogo em questão.

Registo de Actividade
A 3DS guarda o registo de toda a actividade do utilizador, incluindo o tempo passado em cada jogo e até mesmo... o número de passos dado diariamente! Inspirada em software como o "Walk With Me!" e o Pokéwalker (oferecido com Pokémon HeartGold e SoulSilver), e de forma a incentivar a utilização do modo StreetPass, a 3DS regista os passos do jogador e apresenta gráficos estatísticos da actividade.

Extras
Para além de todas estas funcionalidades, ao comprar uma 3DS poderá contar-se também com um cartão SD com 2GB já incluído na consola, assim como cartões para os AR games. Na caixa virá ainda uma dock para a consola, onde será possível deixá-la a carregar durante a noite, sem ser necessário desligá-la (permitindo, eventualmente, receber updates SpotPass durante a noite).

Os Jogos
Não poderiam faltar! Com um catálogo cada vez mais impressionante, eis o vídeo apresentado esta manhã com alguns dos principais jogos em desenvolvimento para a Nintendo 3DS:
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20 de setembro de 2010

Electroplankton

Algo que a Nintendo tencionou mostrar com a DS foi a versatilidade da consola para expandir o mercado dos videojogos além do conceito tradicional de jogo. Electroplankton, mesmo não tendo sido um caso de grande sucesso de vendas, foi um dos maiores esforços da empresa nesse sentido. Da mente do artista japonês Toshio Iwai, surgiu aquilo que o próprio classifica como um brinquedo musical interactivo.

O conceito principal deste software consiste em interagir, através do ecrã táctil da consola, com uma série de criaturas aquáticas que produzem som. Existem 10 espécies diferentes ao todo, correspondendo aos diferentes ambientes de interacção. Maioritariamente, os sons cristalinos produzidos pelos plankton irão produzir um efeito extremamente relaxante. É muito fácil ficar-se hipnotizado pelos sons e cores deste aquário portátil onde, por vezes, se descobrem ao acaso certos ritmos e melodias fascinantes. Há ainda alguns ambientes mais divertidos, que oferecem uma boa distracção, mas acabam por não ser tão cativantes a longo prazo.

Infelizmente, é impossível gravar uma sessão. Não há qualquer hipótese de registar para a posteridade um momento vivido neste fascinante universo. Dito isto, também não é possível combinar dois tipos de plankton num mesmo ambiente, a não ser com 2 (ou mais) consolas a tocar ao mesmo tempo, cada uma com o seu cartucho. Teria sido uma excelente funcionalidade poder-se gravar uma parte rítmica com um plankton e tocar sobre ela uma melodia feita por outra espécie. Eis um exemplo do que é possível fazer, com os meios adequados e bastante dedicação:

Electroplankton foi pensado como um brinquedo musical e nunca se torna mais do que isso. Ainda assim, não deixa de ser um software fascinante e que vale a pena experimentar. Em alternativa à versão cartucho para Nintendo DS, é possível adquirir cada um dos ambientes por 200 DSi Points para o serviço DSiWare.

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14 de setembro de 2010

New Super Mario Bros.

Há 25 anos que Super Mario faz parte do imaginário de milhões de jogadores em todo o mundo. O lançamento de Super Mario Bros. para a NES marcou mais do que uma geração: o canalizador com o carismático bigode que saltava em cima de cogumelos para salvar a princesa veio alterar para sempre o mundo dos videojogos.

New Super Mario Bros. não é apenas mais um jogo de plataformas do herói mais carismático da Nintendo. É também o primeiro jogo original de plataformas 2D nesta série desde os tempos da SNES e uma forma de introduzir a paixão pelo Super Mario a uma geração completamente nova. Para os jogadores mais experientes, este pode ser considerado um pouco mais fácil que jogos anteriores, mas nem por isso menos divertido (e, ainda assim, terão algumas mortes pela frente). A magia da série permanece intacta neste jogo, que traz de volta a tradicional mecânica de saltar de plataforma em plataforma, esmagando os inimigos que se atravessem pelo caminho. Como principais novidades, surgem alguns power-ups como o cogumelo gigante e o cogumelo microscópico, que alteram o tamanho do Mario para as dimensões correspondentes.

Além do jogo principal, foi incluído um excelente modo para 2 jogadores (bastando que um tenha o jogo) chamado Mario vs. Luigi, que consiste num conjunto de cenários onde cada jogador tentará ser o primeiro a capturar um número de estrelas, nem que para isso tenha de passar por cima do adversário! Como se não houvesse já conteúdo suficiente, a Nintendo decidiu incluir um conjunto de minijogos temáticos até 4 jogadores, óptimos para queimar algum tempo livre com amigos ou familiares.


Mario dispensa apresentações. Ainda assim, este é o jogo perfeito para quem nunca teve a oportunidade de experimentar um jogo desta fantástica série. Todos os outros já o terão jogado por esta altura, ou estarão agora a jogar para celebrar o aniversário deste herói da Nintendo. Um jogo imperdível para a Nintendo DS, de compra obrigatória. Resumindo em apenas duas palavras: pura diversão.

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6 de setembro de 2010

GO Series: 10 Second Run (DSiWare)

10 Second Run é o primeiro jogo da GO Series, uma oportunidade oferecida pela Rising Star Games e Gamebridge de experimentar no território europeu alguns jogos do serviço DSiWare até agora exclusivos do Japão.

Como o próprio nome indica, 10 Second Run oferece um limite de 10 segundos para ultrapassar uma série de obstáculos num percurso até à meta final, criando assim um desafio ultra rápido para situações que, muitas vezes, exigem algum cuidado: um salto em falso poderá levar à morte certa. É uma espécie de minijogo de plataformas e, ao todo, inclui 50 níveis diferentes, cuja dificuldade aumenta gradualmente. Mas o desafio é precisamente o objectivo deste jogo – qual seria a diversão de um jogo que se terminasse em apenas 500 segundos? Para compensar a dificuldade, existe um modo "Training", onde é possível experimentar qualquer nível sem quaisquer restrições de tempo nem contagem de mortes no percurso.


É um jogo extremamente simples, mesmo ao nível visual (ao estilo da série Art Style), mas que consegue oferecer doses rápidas de diversão a um preço acessível. O desafio dos níveis mais avançados será um motivo para regressar ao jogo várias vezes, assim como tentar obter melhores tempos em níveis já ultrapassados. Tendo em conta a qualidade geral dos jogos disponíveis por 200 DSi Points, esta é sem dúvida uma boa opção a considerar!

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23 de agosto de 2010

Face Pilot (DSiWare)

"Face Pilot: Fly With Your Nintendo DSi Camera!" é o título completo deste pequeno simulador de voo em asa delta. Muito ao estilo de jogos como Pilotwings, este jogo é composto por diversas áreas onde existem diversas tarefas a cumprir (como apanhar um certo número de balões vermelhos, o tipo de missão mais comum) antes de alcançar a meta final. Para o fazer, o jogador terá de controlar a asa delta através da câmara incorporada na Nintendo DSi.

Existem dois métodos de controlo possíveis para o movimento da asa delta: colocar a DSi num ponto fixo e inclinar a cabeça para os lados, ou permanecer imóvel enquanto se inclina a consola para um lado ou outro. Este segundo modo, além de evitar algumas dores de pescoço, permite um controlo mais preciso. Ainda assim, o jogador dará por si a inclinar tanto a consola como a cabeça quando tiver dificuldades em algumas curvas. O jogo requer alguma habituação até se tornar intuitivo que ligeiros movimentos serão suficientes e que inclinações acentuadas só resultarão em despiste. Mas não é este o maior problema dos controlos, mas sim o facto de ser necessário jogar num ambiente bem iluminado e com bastante contraste em relação ao cenário – caso contrário, a câmara não é capaz de reconhecer a cara do jogador, deixando de se poder jogar. Bastaria um 3º método de controlo (botões e/ou ecrã táctil) para que um problema tão simples tivesse sido resolvido.


O jogo em si é bastante completo. Para além das diferentes arenas, existem várias missões e desafios para completar e ainda alguns desbloqueáveis. Há ainda o pormenor bizarro (embora hilariante) de ser utilizada uma foto do jogador na cara do personagem, apesar deste ter a fisionomia de um Mii (os personagens característicos da Wii). Quem procurar uma experiência de adrenalina deverá afastar-se deste simulador. Face Pilot é um jogo calmo e relaxante que requer movimentos suaves, pelo que seria um jogo ideal para o final do dia se não fossem as restrições de luz impostas pela câmara – O jogo deverá mesmo ser evitado por quem acha que as suas fotos na câmara da DSi costumam sair um pouco escuras. Quando se consegue jogar, Face Pilot oferece uma boa experiência de jogo e justifica os 500 DSi Points.

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10 de agosto de 2010

Rayman (DSiWare)


Rayman já foi uma mascote de sucesso da Ubisoft. Infelizmente, o tempo condenou-o à perda de popularidade e, eventualmente, ao esquecimento. Para a revitalizar, decidiram criar o jogo Rayman: Raving Rabbids, introduzindo uma nova espécie de coelhos loucos, mas adoráveis, como "vilões". Esta foi a última oportunidade do personagem, mas não foi capaz de vencer e sobreviver aos Rabbids: o nome "Rayman" acabou por desaparecer dos novos jogos e dar lugar aos coelhos.

Ao trazer o jogo original "Rayman" para a Nintendo DSi, a Ubisoft tenta oferecer um regresso às origens e glórias do herói sem pernas e braços. Infelizmente, a transição não foi muito feliz. O jogo é mostrado no ecrã superior da consola mas, devido às dimensões do ecrã, o campo de visão é uma espécie de "zoom" em relação ao jogo original. No ecrã inferior, é apresentado um mapa com um maior campo de visão que permite prever a localização de algumas plataformas, mas não a localização de inimigos. É aqui que se encontra o maior problema do jogo: um número frustrante de mortes acidentais por ser impossível prever um ataque inimigo. A jogabilidade é a mesma que se encontra no jogo original, o que salienta a passagem do tempo desde o seu lançamento – os controlos poderiam ter sido um pouco melhorados.


Como novidade, o jogo tira uma foto ao jogador com a câmara da Nintendo DSi em cada ponto onde é gravado o progresso. No entanto, o resto não passa de uma transição directa da versão original com um campo de visão limitado e um mapa praticamente inútil. Embora não seja um mau jogo, evidencia a falta de esforço que houve na sua adaptação. Os mais nostálgicos da série irão certamente apreciar o que Rayman tem para oferecer, mas quem procura simplesmente um bom jogo de plataformas poderá considerar outras alternativas.

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3 de agosto de 2010

Trauma Center: Under the Knife

Lançado em 2005, Trauma Center: Under the Knife rapidamente se tornou num jogo de culto para os possuidores de uma Nintendo DS. Enquanto muitos developers se preocupavam em adaptar os seus jogos tradicionais para o ecrã táctil da consola, a Atlus desenvolveu este inovador jogo de simulação de uma mesa de operações. Ao longo do jogo, a stylus é utilizada como um bisturi, pinça ou seringa, alguns dos utensílios necessários para salvar os pacientes do hospital, vítimas de uma organização bio-terrorista.

Apesar de ser considerado um simulador, não se espere daqui qualquer realismo. Uma das primeiras operações consiste em retirar vidros do braço de uma vítima de acidente de mota, mas rapidamente surgirão doenças completamente fantasiosas para tratar, criadas em laboratório com o objectivo de espalhar o terror. A vantagem da falta de realismo é que o jogo permite falhar algumas vezes antes que a operação seja dada como falhada, mas é essencial prestar atenção aos "sinais vitais" do paciente e ao tempo limite. O médico, Derek Stiles (ainda do tempo em que os trocadilhos com DS pareciam populares), conta com a ajuda de uma assistente para o guiar ao longo da cirurgia, assegurando-o que não troca a ordem correcta dos passos.


Embora o jogo comece bastante simples e acessível, acaba por revelar-se bastante desafiante até ao final da história, acrescentando algumas missões extremamente difíceis no final para quem tivesse achado fácil. O jogo é principalmente um teste à capacidade de reagir sob pressão e requer nervos de aço para evitar a frustração da morte de um paciente – felizmente, há sempre um médico que o salva mesmo a tempo, mas não impede o temido "Game Over". Embora seja um jogo bastante divertido, a frustração dos níveis mais avançados poderá desiludir alguns jogadores que procurem uma experiência mais casual. Já aqueles que gostam de jogos mais desafiantes terão aqui uma boa forma de testar as suas capacidades.

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